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Monday, August 29, 2011

Por onde andei...

Andei por vários caminhos ao decorrer da minha vida, e todos me mudaram, me moldaram. Sou quem sou pelo que passei todos esses anos. E apesar de me arrepender de muito, me orgulho de muito mais. Aqui estou, feliz e satisfeito. Não preciso de ninguém e de nada além da própria cabeça e o chão  em que piso.
Más querer e precisar são duas coisas diferentes...Acho que quero mais do que tenho e só posso rezar e esperar. Esperar que consiga tudo em que sonho possuir.
     Espero que pela primeira vez na minha vida, felicidade não tenha limites...
O que é ser feliz?É não ser demasiado exigente...

"Quando te dás conta de que nada te falta, o mundo inteiro pertence-te"
(Lao Tzu)

Sunday, August 28, 2011

What I was waiting for

    Arriving here and restarting , once again, scared me. Ive always been used to picking up and going somewhere new. I had to be, after all  I had no choice. And after all did I not have the right?High school is scary and intimidating. Walking those deep hallways all i could hope for was invisibility. I wanted to disappear, to go unnoticed. Yet that didn't happen and it occurred  to me that maybe I was even being stalked. Being the new one, you feel preyed upon.  But how could I protest?What could i possibly do. Nothing.
   Leaving everyone that ever meant  something to me proved to be the hardest thing Ive ever been put through.Leaving my culture, my language, my friends, my family. How could that void ever be filled? In a foreign place, with strangers surrounding me, and cold segregation.Yet somehow I gained someone. I gained a piece  to fill my void.I feel like i have new family, I can only hope it continues to grow
   

Wednesday, August 17, 2011

Balada Do Mangue-Vinicius de Moraes

"Pobres flores gonocócicas
Que à noite despetalais
As vossas pétalas tóxicas!
Pobre de vós, pensas, murchas
Orquídeas do despudor
Não sois Lœlia tenebrosa
Nem sois Vanda tricolor:
Sois frágeis, desmilingüidas
Dálias cortadas ao pé
Corolas descoloridas
Enclausuradas sem fé,
Ah, jovens putas das tardes
O que vos aconteceu
Para assim envenenardes
O pólen que Deus vos deu?
No entanto crispais sorrisos
Em vossas jaulas acesas
Mostrando o rubro das presas
Falando coisas do amor
E às vezes cantais uivando
Como cadelas à lua
Que em vossa rua sem nome
Rola perdida no céu...
Mas que brilho mau de estrela
Em vossos olhos lilases
Percebo quando, falazes,
Fazeis rapazes entrar!
Sinto então nos vossos sexos
Formarem-se imediatos
Os venenos putrefatos
Com que os envenenar
Ó misericordiosas!
Glabras, glúteas caftinas
Embebidas em jasmim
Jogando cantos felizes
Em perspectivas sem fim
Cantais, maternais hienas
Canções de caftinizar
Gordas polacas serenas
Sempre prestes a chorar.
Como sofreis, que silêncio
Não deve gritar em vós
Esse imenso, atroz silêncio
Dos santos e dos heróis!
E o contraponto de vozes
Com que ampliais o mistério
Como é semelhante às luzes
Votivas de um cemitério
Esculpido de memórias!
Pobres, trágicas mulheres
Multidimensionais
Ponto morto de choferes
Passadiço de navais!
Louras mulatas francesas
Vestidas de carnaval:
Viveis a festa das flores
Pelo convés dessas ruas
Ancoradas no canal?
Para onde irão vossos cantos
Para onde irá vossa nau?
Por que vos deixais imóveis
Alérgicas sensitivas
Nos jardins desse hospital
Etílico e heliotrópico?
Por que não vos trucidais
Ó inimigas? ou bem
Não ateais fogo às vestes
E vos lançais como tochas
Contra esses homens de nada
Nessa terra de ninguém
!"

Monday, August 15, 2011

Vinicius...

Eu deveria estar dormindo, estou plenamente ciente disso, más embora amanhã eu vá estar totalmente exausto, tenho que postar isso...

Ditados: Vinicius de Moraes...




  • A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida